Diário do front 57 – Sexta – 09/08/2019

Eu já falei diversas vezes da falta de informação, mas não canso de falar – gente, que povo perdido!

Bom, eu estou há alguns dias tentando resolver minha matrícula na faculdade. Telefonei, mandei email, e nada. Aparentemente, eu ainda estava prérregistrado, mas isso não quer dizer que estivesse realmente matriculado nos cursos. Só que isso não aparece em lugar nenhum que eu tenha visto. Depois de eu tentar contato, eles finalmente atualizaram a informação e o processo de pagamento é absolutamente sem sentido. Você paga, aí tem que fazer a confirmação do pagamento, aí você entra no site pra confirmar o boleto. Ou seja, você precisa confirmar DUAS vezes que a grana que eles já receberam é sua… Outro detalhe é que eles têm QUATRO SITES diferentes, um pra cada coisa. Sem resposta nenhuma, fomos hoje na faculdade tentar resolver isso.

Pegamos o ônibus e é realmente perto daqui, chegamos em uns vinte minutos. Eu tinha baixado um mapa que encontrei no site deles e fomos nos orientando por ele até o Centro de Recepção, que estava bem cheio, onde pegamos uma senha. Aí, sentadinhos, esperamos UMA HORA pra sermos atendidos. Conversando com a moça, descobri que preciso mandar MAIS UM documento, mas que ela podia fazer o meu registro na hora. Registro feito, informações anotadas, resolvi comentar do processo doido que precisa ser feito, inclusive dos quatro sites. Ela fez cara de envergonhada e respondeu “É bem cru, mesmo…”. Mas ela foi super simpática, me deu um mapa em papel, minha grade horária (quase tudo começa às oito da manhã…) e explicou melhor as coisas. O próximo passo era ir até um outro lugar dentro do campus, perto, pra pegar meu ONE Card, que é minha identidade estudantil e serve pra tudo no campus. Fomos até lá, andando de boas, levando uns quinze minutos. Quando chegamos, o sistema ainda não tinha registrado que eu tinha direito ao cartão, ou seja, preciso voltar na segunda pra pegar isso. Tudo bem, porque já pretendia voltar na segunda pra conhecer o campus melhor, mas o sistema informatizado aqui deve usar cartão perfurado e válvulas ainda, pelo visto.

Outro motivo que eu não queria ficar andando por lá é que finalmente consegui falar com a MEC (a loja de peças de bicicletas) pra perguntar se chegou a peça da Ruddy que foi pedida há três semanas. Ela chegou, mas o cara teve a pachorra de me dizer que eu não tinha deixado meu telefone com eles e por isso não tinham me ligado! Eu respondi na lata que tinha certeza que tinha deixado, que vi o outro anotar, que eu tinha ligado uma semana depois e ele tinha confirmado meu telefone. Mano, cara de pau total! Aí eu disse que buscaria hoje mesmo (antes que eles percam a peça, porque fala sério). Acontece que a MEC fica no mesmo shopping centre que tem a Sunset Grill – aquele lugar que serve café da manhã o dia todo e queríamos comer lá.

Quando chegamos pra pegar a peça, expliquei quem eu era e o cara fez MUITA cara de envergonhado. Porra, mano, sou trouxa, mas não força a barra. Peguei a peça, agradeci e fomos pro caixa. Demos uma olhada em algumas coisas, mas a loja é realmente cara. Provavelmente nunca mais volto, a não ser que precise de uma peça muito específica que não tenha em lugar nenhum…

Aí fomos andando até uma loja de usados (fiz um mapa com todas as lojas de usados que achei na região – existem várias), mas o foco deles era eletrônicos, especialmente video-games, então saímos logo e fomos pra outra Canadian Tire. Tati ainda precisava de luz traseira pra Ruddy (achamos, por sinal, finalmente) e eu tinha visto que eles estavam com várias promoções, inclusive de um canivete com lâmina curta, que pretendo usar pra entalhar madeira.

Ainda fomos pra outra loja de usados, porque gostamos de ver coisas velhas e diferentes, e de lá viemos pra casa. Amanhã, se der, gostaria de ir na ponte que falei. :)