Diário do front 42 – Quinta – 25/07/2019

Acordamos às oito com a campainha. Levantamos super rápido e era o encanador – que era britânico, provavelmente inglês, pelo sotaque. Ele falou a mesma coisa de antes – Waleed mandou email falando que estava tudo detonado no apartamento etc, a administradora do condomínio mandou ele dar uma olhada. Acompanhei enquanto a Tati conversava com a proprietária do apartamento de cima e ele também fez uma super cara de “ué”, porque não tem nem mancha no teto.

Passei o dia limpando a máquina, tirando o óleo velho, e desmontando tudo que dava pra poder soltar as partes. Pra quem nunca mexeu num negócio desses, o óleo que se usava secava e formava uma película nas peças das máquinas, parecida com um verniz. Um saco de limpar. As peças enferrujadas foram difíceis, mas eu já esperava isso, mesmo. Enquanto isso, Tati mandava currículo pra ofertas de emprego. Almoçamos o refogado de ontem e, noite já meio alta, consegui fazer a máquina funcionar! Fui testar o motor e funciona! Único problema grande agora é o pedal, que vai ser difícil abrir, mas que precisa ser aberto e limpo, porque cheira a xixi de gato e esquenta. Minha hipótese é que a mãe do policial tinha gato, que deu uma bela mijada no pedal, e ela encostou a máquina. Ela parece muito pouco usada, de verdade. Não encontrei fiapos quando abri e até tinha um pedacinho de linha, mas mais nada. Também está sem o estojo de bobina, que fica embaixo, e vou precisar comprar. Ainda bem que isso é barato.

 

Já toda limpa e funcionando, ainda que não costurando, já que faltam peças.

Tati recebeu uma ligação convidando pra uma entrevista no dia seguinte! Parece que é alguma coisa relacionada a vendas, mas não deu pra ter certeza. Vamos ver. :)

Aproveitando a panela de ferro (que, aliás, é a segunda que dá pra usar, além da de pressão – me esqueci dela), fiz uma fritada com o resto do frango do refogado e da linguiça do feijão, com cebola. Não tem foto, mas essa ficou ótima…