Diário do front 40 – Terça – 23/07/2019

Os dias continuam quentes. Hoje fomos numa loja meio longe daqui ver o box spring. Pela busca na internet, parecia a mais barata e que vendia só o box spring – a maioria vende só o colchão junto, pelo que entendi dos sites.

O atendimento foi ótimo, o cara ajudou a resolver as dúvidas e acabou me dando três pés pra eu colocar nos suportes. Aliás, vamos precisar colocar suportes atravessando a cama – mas só três, ao menos. Vamos ver onde compra e – mais importante – como traz pra casa depois, mas provavelmente vai voltar amarrado na bicicleta, porque a entrega é super cara. A caixa chega no sábado, então seria bom conseguir ver a madeira antes, se possível.

De lá, fomos na KW Surplus – a loja dos descontos no que sobrou – pra Tati conhecer de verdade e ver se achávamos algumas coisas. Ela curtiu, vimos muitas coisas baratas, e compramos algumas, inclusive telas elásticas pra prender coisas nas bicicletas e brocas pra madeira pra colocar os pés nos suportes. De lá, fomos comer no Tim Hortons e tentamos ir numa loja de usados, mas ela já estava fechada, infelizmente. Voltamos pra casa e continuei minhas buscas por uma máquina de costura bem barata. Não encontramos algumas coisas que queremos e, quando encontramos, é muito caro. A máquina serviria pra essas coisas e pra consertos nas nossas coisas, tipo barra de calça e coisas assim. Mas tá difícil.

Encontrei uma máquina mais ou menos da década de 1950, feita no Japão, que parece em bom estado, com a mesinha por vinte-e-cinco dólares. O anúncio é um pouco velho e a pessoa está vendendo outras máquinas, mas resolvi mandar mensagem. Vai que rola, sei lá.

Troquei o banco da Helô e fiz mais uns ajustes na Ruddy, que ainda não está como a Tati quer (inclusive continuo esperando a ligação da MEC pra eu ir buscar a peça que falta), e fomos dar uma volta.

Tracei no Google Maps um caminho que nos levaria pra perto do Grand River – só porque sim. Uns vinte minutos pedalando, mais ou menos. Na ida atravessamos parte da cidade, umas avenidas com ciclofaixa e tals. Muitos móveis precisando de reformas mínimas jogados fora, inclusive cadeiras, que estamos precisando. Mais ou menos no meio do caminho, começamos a andar por ruas cada vez mais vazias e estreitas, até pegarmos uma que atravessa um parque ou área de reserva ou coisa assim. Logo passamos um cara super esquisito entrando no mato. Reduzi pra ficar mais próximo da Tati e continuamos. Alguns percalços, inclusive a Helô fazendo muito barulho não esperado. Quando chegamos no ponto que eu tinha marcado, tinha tanta árvore que não dava pra ver o rio e estávamos tão perto do cara estranho que achamos melhor continuar mais um pouco pra tentar ver o rio. Subimos um bocado e paramos do lado de uma igreja cercada de árvores, também sem visão do rio. Paramos pra respirar e logo uma moça saindo pra passear com o cachorro veio perguntar se a gente estava bem e sabia onde estava. Não sei se as pessoas fazem isso pra serem simpáticas ou se é pra regular quem anda no bairro delas, mas acho que é um pouco dos dois, mas mais do segundo…

 

 

Resolvemos voltar que estávamos sendo atacados pelos mosquitos – muito mosquito na região! Precisamos de repelente. Mas decidimos ir por outro caminho, pra evitar a subidona e o cara no mato. Era bem mais plano e passava por uma cidade bem pequena – uma vila, na verdade. Voltamos tranquilos, já cansados, mas valeu o passeio. Depois olhei no mapa e a vila é Doon, onde fica o campus da Conestoga. :)