Diário do front 36 – Sexta – 19/07/2019

Outro dia escorchante! Um saco. Odeio calor com todas as minhas forças. Odeio calor mais do que odeio o Bolsonaro, e eu odeio muito o Bolsonaro. Pelo menos o apartamento é fresco por si só, e o ar condicionado super ajuda, com absoluta certeza.

A pessoa da seguradora chegou meia hora mais cedo – eu não estava pronto pra receber. Verdade seja dita, eu estava de cueca e camiseta. Me vesti rapidinho enquanto Tati ia abrir a porta. Era uma mulher com uma maleta com cara de high-tech e uma pessoa da imobiliária. Super simpáticas as duas, a agente explicou a situação – o proprietário tinha aberto um pedido há um ano de que tinha havido um vazamento sério de água do apartamento de cima, causando vários danos. Eles avaliaram e fizeram o conserto. Aí ela disse que ele enviou um email meio confuso e que parecia que estava tendo dano de novo – mas nós não achamos nada. Ela abriu a maleta e tirou uma câmera térmica e foi ver se encontrava algum vazamento ou infiltração – nada. Pediu pra tirar fotos e tirou várias do lugar que, no caso, não tinha dano, mas que antes tinha. Ela pediu pra perguntarmos pro morador de cima se tinha alguma coisa vazando. Toquei a campainha e nada. Ela pediu pra mandar um email pra ela com a resposta e topei. Pediu desculpas pela perda de tempo e foi embora.

Como vieram mais cedo, decidimos ir ao Walmart de novo. Devolvi a garrafa e comprei outra, até mais barata, que parecia ser ok, umas comidas, um monte de cervejas diferentes, uma bandeja pra colocar embaixo de uma estante pra sapato (pra quando as pessoas chegam com sapato molhado) e uma panela de pressão indiana muito parecida com as panelas antigas brasileiras. Parecia bem boa e estava com preço legal.

Voltamos pra casa com as mochilas e bolsas SUPER pesadas, especialmente por causa das cervejas. Mas a causa é boa, carreguei sem reclamar.

Hoje também colei dois porta-copos de porcelana que compramos numa loja de usados – foram feitos na Grécia, os feltros/espumas/sei lá se desfizeram com a idade, e dois estavam quebrados no meio, mas com uma quebra perfeita. Comprei epóxi e colei os dois hoje, depois da Tati lavar bem outro dia e tirar o resto do feltro/etc. Parece ter ficado bem legal.

Tentei a campainha do vizinho de novo (a vizinha, que já conheci e se chama Alison), mas nada. Escrevi um bilhete explicando e pedindo pra ela entrar em contato e aproveitei pra perguntar se ela curte doces, que ia fazer brigadeiro.

Testei a panela de pressão e que susto do inferno! Ela fica aumentando a pressão até chegar ao limite, quando empurra a válvula com toda força pra cima, saindo um MONTE de vapor! Atravessei a sala/cozinha (salazinha?) em dois passos pra tirar a panela do fogão e fui procurar no Youtube. Pelo visto é assim que ela funciona mesmo… Coloquei de novo e fiquei esperando – outro susto, mas dessa vez só baixei o fogo e funcionou mais ou menos. Logo ela fez a mesma coisa e resolvi tirar porque fiquei com medo de estar acabando a água. O teste era com uns dois dedos de água só, como mandava o manual.

Pra testar a garrafa térmica também, fervi água e enchi até o máximo dela, fechei e larguei. Duas horas depois, água ainda fumegando quando fui olhar. Quatro horas depois, água bem quente ainda. Deixei passar a noite pra ver como estaria no dia seguinte. O rótulo promete manter quente por seis horas.

Já tomei algumas cervejas diferentes aqui, aliás, mas a mais recente é a Molson – uma cerveja com várias propagandas muito legais. Se você tiver curiosidade, toma uma Itaipava que é igualzinha.