Diário do front 31 – Domingo – 14/07/2019

Estou me sentindo BEM melhor! Acho que já quase venci a salmonella. Na verdade, lemos que pode levar meses pra estabilizar tudo de novo e nos livrarmos efetivamente do problema. Mas já estou funcional, tudo bem, então.

Os gatos correram pra lá e pra cá a porra da noite toda! Levantei e briguei, Tati levantou e brigou, várias vezes, eles não paravam. Deu vontade de torcer pescoço pra ter um pouco de paz. Resultado: dormimos os dois super mal. Aliás, isso, junto com as persianas absolutamente ridículas que não bloqueiam nada de luz que já estavam aqui e que me fazem acordar assim que o sol nasce, dificultou bastante o domingo.

Ainda assim, reuni forças pra uma tarefa crucial: trocar a cortina do banheiro, que estava imunda, fedida, nojenta. Agora temos uma cortina nova, azul, limpinha, que deu uma cara totalmente diferente pro banheiro. A anterior era meio transparente com uns reflexos furta-cor, bem feia.

Aliás, acho que não contei, mas o Waleed (proprietário e morador anterior) nos mandou um email super legal (sem ironia nenhuma) dando várias dicas sobre como cuidar de coisas, desejando sorte e tals e meio que pedindo pra gente manter o apartamento limpo e dando instruções sobre como fazer isso! Assim, super entendo a atitude, até faz sentido, mas, MANO, você é sujo pra caralho, seu apartamento não vê limpeza há pelo menos uns dois meses, nem limpeza superficial! Tem crostas de sujeira e minerais em tudo que é lugar, o fogão está uma vergonha, o quarto de utilidades uma zona, tem pasta de dente até no armário do banheiro!

Ainda assim, gentil mandar o email.

Fomos também ao mercado – Zehrs – mais ou menos perto daqui. Ainda de ônibus, que não estou me sentindo bem pra ir de Helô. Compramos mais umas comidas, umas frutas, pão, várias coisas. E muito suco de maçã, que estava em promoção: quatro garrafas de dois litros por uns cinco dólares (não lembro ao certo, mas foi por aí). Voltamos de ônibus e está um calor dos infernos. A onda de calor não passa, a coisa está feia.

Algumas frutas aqui têm muitas variedades à venda. Maçãs, por exemplo, tinha de uns dez tipos diferentes, inclusive a maldita Red Delicious, que é vermelha, mesmo, mas nada deliciosa. Acho que é a maçã que vem da Argentina pro Brasil, que parece feita de isopor. Blergh!

 

Dez maçãs por dia pra ficar saudável, menos a Red Delicious