Esse sábado acordamos cedo por diversos motivos – pra aproveitar mais o dia e tentar resolver várias coisas, mas também porque tínhamos que sair do Airbnb até meio-dia. Terminamos de arrumar o pouco que faltava, carregamos o carro e faltavam as estrelas da pentelhação – os gatos. Sherlock foi tranquilo. Cata, enfia na caixa, fecha a caixa, pronto. Agora, o Alfredo, maldito dos infernos, ficava correndo pelo quarto, chiando, tentando se esconder etc. Tati tentou um tempo na boa, conversando, dando carinho, pra ver se pegava meio desprevenido. Aí o gênio aqui abriu a porta do quarto e ele correu e se escondeu. Tati puta da vida (com razão), eu puto e embaraçado, resolvi que o Alfredo seria pego na marra, mesmo e foda-se se me odiar um tempo. Não vai ser a primeira nem a última vez. Fui chegando, encurralei num canto depois de umas tentativas em que ele conseguiu fugir, agarrei pelo cangote, levantei e enfiei na caixa.
Intermissão: os gatos têm (felizmente) um mecanismo engraçado – quando são pegos pela pele atrás do pescoço, perdem boa parte do controle motor. Alguns mais, outros menos, mas todos perdem parte desse controle e ficam meio duros.

Fim da intermissão.
Fomos pro apartamento e deixamos os dois gatos, ainda dentro das caixas, virados um pro outro pra deixarem de serem bestas, e fomos descarregando as coisas. Com tudo já dentro, Fabíola ficou no apartamento (e fez o IMENSO favor de limpar a nojenta banheira) enquanto Tati e eu fomos de SUV buscar a mesa de comer. Pegamos, agradecemos e voltamos pro apartamento, pra descarregar. A mesa expande, o que é ótimo, cabendo seis pessoas. Não acho que vamos ter seis pessoas aqui nem tão cedo, mas o espaço a mais é muito bem-vindo.
Disso, fomos os três pra um Dollarama porque a Fabíola queria uma moldura igual a uma que ela ganhou há uns anos e tinha sido comprada lá. Compramos umas coisas pra casa e umas bobeiras e fomos pro CostCo. CostCo é tipo o Makro, compras por atacado, mas maior ainda. Eles têm inclusive farmácia e óptica, eletrodomésticos e o escambau. Mas precisa mesmo ser associado e precisa pagar por isso.
Fizemos as contas, com ajuda do atendente, e decidimos fazer a conta. Outra vantagem da conta é que a Tati vai receber um cartão de crédito no nome dela. Comemos por lá, mesmo – fast food do mais pesado, mas é o que tinha – e vamos fazer as compras de coisas pra casa. Ficamos algum tempo lá e saímos com o carrinho cheio. Voltamos pro apartamento pra deixar as coisas e saímos de novo pra ir no Cê-Carrega pegar a van. Ah, sim, decidimos alugar uma van, que é onde caberia o colchão.
No lugar, um rolo – uma única pessoa atendendo, gente pra cacete, ela não conhecia carteira brasileira, não conhecia a permissão internacional pra dirigir, demorou pra caramba. Quando finalmente conseguiu ajeitar tudo, vou ver a van e é um troço imenso, mesmo. Eu já tinha achado a SUV gigante, a van é colossal. (E nem é, sei que é só minha percepção.) Ajeito espelhos, cinto, mexo nela até acostumar minimamente, e lá vamos nós.
Apesar do tamanho, não é tão difícil quanto eu imaginava. A van balança bastante e faz muito barulho, especialmente passando em buracos. Tem horas que parece que vai desmontar.
Passamos na casa onde tinha as mesas menores e pegamos, dando um jeito de enfiar no SUV que a Fabíola vinha dirigindo atrás. Pelo que falaram, talvez tivesse várias outras coisas pra pegar no que combinamos às sete, então achamos melhor reservar o espaço. De lá, já fomos pro outro endereço, onde encontramos Tyler (outro Tyler), bem simpático, que mostrou o colchão (de ótima qualidade, pela primeira passada de olhos) e explicou que usaram umas três vezes, mas que não se adaptaram, compraram outro e guardaram esse na garagem. Claro que aceitamos, porque isso é super caro e, pouco usado, não faz mal. Ele mostrou umas cadeiras/bancos tipo de bar de casa, que deixamos, e dois criados-mudos grandes, com duas gavetas, que aceitamos. Aceitamos também um conjunto de lençóis pro colchão e não tinha mais nada. Achei que teria cadeiras e mais coisas, mas não estou reclamando em absoluto! Tudo carregado, batemos um papo com ele e fomos de volta pro apartamento, descarregar tudo.
Descer as escadas estreitas não foi a coisa mais fácil do mundo, mas conseguimos, e aí, com tudo descarregado, saímos mais uma vez pra ir ao Walmart ver se achávamos cadeiras e pra tentar comer no shopping ao lado.
Só que o shopping estava fechado, então fomos pro Walmart. Compramos cadeiras dobráveis, um banco dobrável e umas comidas de emergência, porque não sabíamos se teríamos onde comer. Depois de algum tempo de discussão do que fazer, ainda passamos na Jolyn e pegamos as duas bicicletas e a vassoura que esqueci lá, dando um jeito de enfiar tudo na mala do SUV, com Fabíola praticamente empoleirada no banco abaixado. Descarregamos tudo no apartamento de novo e Tati e eu fomos devolver o SUV alugado, perto da Jolyn.
Abastecemos o carro e enfim solucionamos o mistério do preço: são os centavos por litro! Colocamos o suficiente pra chegar no nível que estava quando aluguei e deixamos o carro no estacionamento, deixando a chave numa caixa/gaveta. De lá, pegamos um Uber pra voltar e basicamente morremos, porque o dia foi uma correria sem fim e conseguimos chegar no apartamento perto de meia-noite.