Diário do front 22 – Quinta – 04/07/2019

Hoje acordamos mais cedo, depois de passar um pouco de frio à noite – como não temos controle do ar-condicionado, fica na temperatura que a pessoa decidir. O lance é que o apartamento é o de baixo, logo, é o mais frio. 23 graus Celsius nesse apartamento não é 23 graus no de cima…

Precisávamos resolver todas as coisas necessárias pra poder pegar as chaves do apartamento no sábado, mas era uma em cada lugar. Comecei me inscrevendo no site pra mudar a eletricidade pro meu nome e aí saímos pra ir à prefeitura de Kitchener pedir pra trocar gás e água, também. Fomos de ônibus, pra Tati já ir conhecendo e pra não precisarmos pagar estacionamento. Foi super rápido e a moça foi super solícita, e já aproveitamos pra colocar essa conta no débito automático. Voltamos pro apartamento e fui ligar pra fornecedora de eletricidade pra ter certeza que tinham recebido meu email – receberam e já estavam processando. Aí liguei pra corretora pra saber quanto seria o seguro e como pagava e já resolvi – aceitam pagamento até por cartão de crédito! Ela ficou de mandar email pra Jessica da imobiliária – que, por sinal, é extremamente grossa e seca. Os emails dela deixam claro que ela não tá curtindo nem um pouco lidar com as pessoas. Num mar de gente simpática e prestativa, claro que teria uns babacas perdidos.

Daí decidimos ir ao Walmart comprar algumas coisas, aproveitando que temos carro temporariamente, inclusive cobertores, porque aqui, como no anterior, só tem edredom disponível.

Não sou muito fã de edredons. Costumam ser pesados, ruins de lavar, e você não tem escolha de proteção – se ele for pesado, é passar calor ou passar frio. Cobertor, por outro lado, especialmente os de microfibra, atuais, são finos, leves, e você pode colocar quatro, cinco ou sei lá se estiver com MUITO frio.

Compramos quatro cobertores super baratos, umas comidas e outras coisas que precisávamos e voltamos pro apartamento. Chegando lá, abrimos dois cobertores e a surpresa – são muito pequenos! Viajamos total na hora de olhar os tamanhos e acabamos comprando quatro cobertores de criança. Depois de rir da nossa cara, decidimos ficar com os dois que já tínhamos aberto, porque vão ser bons pra ficar no sofá e coisas do tipo, e voltamos ao Walmart pra trocar os outros dois.

Chegando, acabamos devolvendo por crédito e pegamos três novos cobertores – dessa vez do tamanho certo. Compramos três cobertores de casal, apesar de sabermos que provavelmente ganharíamos um colchão tamanho queen – cada um gosta de dormir com o próprio cobertor, PORQUE A TATIANA ROUBA MEU COBERTOR DURANTE A NOITE!!!

Mentira, quem rouba o cobertor sou eu, e eu que propus dormir com cobertores separados pra evitar o problema, já que faço sem perceber.

Aí fomos na Freedom de novo, porque meu celular estava realmente morrendo, travando toda hora, bateria se esvaindo, e o atendente lá (Jason) tinha dito que poderia oferecer um junto com o plano. Conversamos com ele e não rolava – como meu histórico de crédito é não existente, eu começo meio que por baixo, então eu só poderia ter uma coisa no meu nome. No caso, a linha da Tati, já que ela ainda não tem cartão de crédito. Paciência.

No mesmo shopping, por outro lado, tinha a Best Buy – uma loja de eletrônicos bem comum por aqui. Entramos e acabamos comprando um celular novo pra mim – mais barato do que seria no Brasil, especialmente sem converter, mas ainda assim um gasto não muito esperado. Aproveitamos e fomos também trocar a bateria do celular da Tati, que ainda está bom (menos a bateria, claro).

Com isso tudo feito, voltamos pro apartamento pra dormir, porque no dia seguinte, iríamos buscar a Fabíola (e o Sherlock) no aeroporto, acordando, de novo, às quatro da manhã.