Diário do front 20 – Terça – 02/07/2019

Depois de muito tempo sem atualizações, vou tentar recuperar o tempo perdido, mas não garanto muitos detalhes.

Demorei pra escrever porque fiquei sem internet e as coisas ficaram bem mais complicadas por um tempo.

Hoje resolvi voltar na Goodwill store (literalmente “loja da boa vontade”, aliás) porque tinha visto um “Cuidados automotivos para leigos” (“leigos” é uma tradução ruim do original, que é “dummies” – mais ou menos “tontos” ou “bobos”) e acho que aqui vai ser bem importante saber cuidar de carro melhor do que sei. Não temos carro e pretendemos resistir o máximo possível até termos um, mas vai ser um carro velhinho e sem garantia (pros padrões daqui, ao menos), então vai ser bem importante conseguir cuidar bem dele. Compro o livro rapidinho e volto pro quarto, já dando uma lida inicial.

Fico lendo no quarto e ouço barulho do lado de fora – Jolyn com as crianças. Vou dizer oi e acabo ficando conversando um pouco. Ela gosta de trabalhos manuais, faz tricô, crochê e um monte de outras coisas. Digo que a Tati faz amigurumi e mostro os meus e ela adora, pergunta se a Tati não ensinaria. Digo que só perguntando pra ela, mas que acho que sim.

(Amigurumi são uns bichinhos em crochê, bem fofos.)

Vou comer no chinês e volto, de novo com a marmitinha (leia-se: o que sobrou do almoço) e Tati me manda foto do Alfredo já na gaiola, cara de desesperado, se preparando pra viagem. Ela chega amanhã, aliás, e estou bem feliz que finalmente ela vem. :D

 

Preso por miação indevida

 

 

Aí vou buscar o carro que tinha reservado. Vou a pé e, por isso, tinha escolhido uma locadora perto do quarto. No caminho, passo por uma placa de preços de gasolina e não entendo bem: 121.9 o que e por quanta gasolina? Depois vejo, mas fiquei curioso.

 

 

Chegando na locadora, Mitchell (o atendente) confirma os dados e me diz que reservei um SUV (nem lembrava, achava que era uma minivan, mas ok) e pergunta se um Mitsubishi qualquer-coisa estava bom. Eu disse que não sabia que carro era e perguntei se era grande. Ele disse que sim, eu disse que tudo bem. Quando fomos ver o carro, era bem grande, sim! As pessoas aqui adoram carro grande, de modo geral. O que se vê de pick up e coisas do tipo…

Enfim, pego o carro e vejo no Waze que são 650 metros de volta até o quarto. Mas aí vem a surpresa – é numa rua que não dá pra atravessar a avenida, então preciso dar uma volta maior. Ainda inseguro no carro gigante (não gosto de carro grande), pego a avenida do lado direito e o Waze me avisa que vou precisar virar à esquerda em cem metros. Sem condição de atravessar todas as faixas cheias e ainda virar à esquerda. Viro à direita mesmo e preciso pegar a rodovia pra dar a volta! Um passeio de 650 metros virou um de oito quilômetros. Pelo menos já foi uma experiência pra acostumar um pouco com o carro. Volto pro quarto, estacionando o carro onde tinha combinado com a Jolyn, e dou uma inspecionada em como funciona baixar bancos e tals. É fácil e o espaço é realmente grande. Deixo tudo fechado e fico de bobeira o resto do dia, lendo e ouvindo a Evellyn fazendo barulho, que ela está de muito mau humor. Assim que consigo, durmo porque no dia seguinte vou acordar às quatro da manhã.

 

O “carrinho”. Do lado, o carro da Jolyn.

 

 

Espaço interno do carro. Quase dá pra eu deitar dentro.