Autópsia literária

A autópsia revelou que o cérebro estava cheio de fertilizante galináceo natural, o estômago de ácido mais corrosivo que o iodídrico e os dedos atrofiados, eternamente segurando uma caneta preta que já não estava mais lá.

Mas o mais surpreendente foram o coração e as veias – completamente cheios de tinta.